Parauapebas pode ficar sem concessionária da Ford em fevereiro; 160 serão fechadas em todo o Brasil

Parauapebas pode ficar sem concessionária da Ford em fevereiro; 160 serão fechadas em todo o Brasil

O número de concessionários da Ford no Brasil vai cair para a metade em consequência do fechamento das fábricas da montadora no país. Os 283 concessionários existentes hoje irão encolher para cerca de 120. É esperada em breve uma demissão em massa de funcionários nas concessionárias.

A cidade de Parauapebas, sudeste do Pará, poderá ser uma das afetadas pela decisão, já que possui uma concessionária da Ford.

Os modelos nacionais que ainda estão no estoque, Ka, Ka Sedan e EcoSport, já deixaram de ser fabricados e vão sair de linha. A expectativa é que dentro de 30 a 40 dias terminem todos do estoque.

Um revendedor, que preferiu ficar em anonimato, afirma que foi pego totalmente de surpresa pela decisão da Ford. Agora, ele faz parte dos 160 revendedores autorizados que irão ser desligados e agora tem o único objetivo de acelerar as tratativas para o pagamento das indenizações.

O revendedor acrescenta que a Abradif (Associação Brasileira dos Distribuidores Ford) está contratando advogados para dar suporte jurídico durante o processo de negociação com a empresa – que passará a vender aqui exclusivamente veículos importados, posicionados em faixa de preço bem mais alta na comparação com os veículos que se despedem.

O empresário destaca que a Ford “já firmou o compromisso” de ressarcir os concessionários, da mesma forma que fez ao encerrar a produção de caminhões em São Bernardo do Campo (SP) em 2019.

Também diz esperar que a companhia “tenha decência” para reconhecer o trabalho dos seus distribuidores – alguns dos quais, segundo ele, têm lojas com a bandeira Ford “há quatro gerações”. Apesar do coronavírus e da falta de lucratividade alegada pela Ford enquanto fabricante de veículos no Brasil, o revendedor afirma que trabalhar com a montadora era um negócio “sustentável” – ao menos até a companhia anunciar o fechamento das suas três fábricas.

“A rede vinha operando com rentabilidade razoável, mesmo com a pandemia e os quase três meses de revendas com portas fechadas. As vendas eram muito alavancadas pelo agronegócio, por conta do posicionamento estratégico da Ranger, que seguirá em linha. Mesmo nos grandes centros urbanos, onde os distribuidores dependiam mais dos carros populares, a operação era sustentável”.

Fonte: Uol Notícias

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